Expressão de género
A forma como se apresenta o género para fora. Não é o mesmo que aquilo que esse género é.
A expressão de género é a parte exterior: roupa, cabelo, voz, postura, nome, a maneira de ocupar uma sala. É o que as outras pessoas conseguem realmente ver, e aquilo de que se servem para adivinhar — quase sempre mal — a identidade de género.
A separação entre expressão e identidade é todo o sentido do termo. Um homem de vestido é um homem de vestido. Uma mulher de cabelo curto e sem maquilhagem é uma mulher. A expressão não é prova de nada a não ser de si mesma.
É também a parte que se negoceia com o mundo exterior em vez de se sentir. Quase toda a gente ajusta a sua expressão consoante a sala: no trabalho, em casa, à noite numa rua mal iluminada. Para as pessoas trans esses ajustes têm consequências que tornam a palavra menos abstracta do que soa.
Costuma ensinar-se ao lado de outras três noções: identidade de género (quem se é), sexo atribuído à nascença (o que alguém registou) e orientação (por quem se sente atracção). As quatro são independentes.