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Onde conheço pessoas trans fora da internet?

Os espaços que se repetem ganham aos eventos únicos, e nenhum deles é uma app.


As apps são um canal e são o pior canal para este objetivo em concreto, porque as apps rotuladas como trans admitem quase toda a gente e as generalistas não estão organizadas à volta disto. Fora da internet, a densidade é melhor do que imaginas.

Procura coisas que se repetem, não eventos

Um encontro mensal, uma noite de jogos semanal, um coro, uma sessão de escalada, um clube de leitura, uma equipa de futebol. Algo com as mesmas pessoas de cada vez.

Isto importa mais do que a atividade em si. Não consegues conhecer ninguém num evento único com quatrocentas pessoas lá dentro. Consegues conhecer toda a gente num grupo de doze que se junta de quinze em quinze dias, e à terceira já sabes quem é quem.

Onde procurar mesmo

O centro LGBT da tua zona, se existir, e o placar de avisos dele. As associações LGBT das universidades, muitas das quais organizam eventos abertos a quem não é estudante. Clubes desportivos queer, que cresceram muito e são normalmente inclusivos para pessoas trans de forma explícita.

Grupos sociais e de apoio específicos para pessoas trans — os sociais, não só os de apoio. Apoio mútuo e organização comunitária locais, que estão cheios de pessoas trans e têm a vantagem de serem sobre outra coisa que não encontros.

Livrarias independentes, salas de concertos e cafés que fazem noites queer. O Pride, mas o pequeno e local em vez do enorme e corporativo, e de preferência como voluntário em vez de assistente.

Se vives num sítio pequeno

Isto é genuinamente mais difícil e não vale a pena fingir o contrário. A cidade mais próxima com movimento pode estar a uma hora de distância, e ir uma vez por mês é mais eficaz do que não ir a lado nenhum.

As comunidades online ligadas a um sítio — um Discord regional, um grupo local — são a ponte realista. Convertem-se em encontros presenciais mais vezes do que os espaços online generalistas.

Como ser alguém com quem as pessoas falam

Aparece mais do que uma vez. Quase toda a gente desiste depois da primeira visita, quando é na segunda e na terceira que acontece alguma coisa.

Faz um trabalho. Ajuda a montar, fica na porta, faz o chá. Dá-te uma razão para estares a falar com pessoas e resolve o problema de estares sozinho de copo na mão.

E trata isto como fazer amigos e não como ir às compras. Os encontros saem das amizades muito mais vezes do que das apresentações, e as pessoas notam a diferença de imediato.

Segurança, em duas linhas

Vê o que é o grupo antes de ires — a maioria publica as suas regras. Diz a alguém onde estás na primeira visita. Se um espaço te parecer errado quando chegares, podes ir-te embora sem dar razões.

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