Como lido com a rejeição nos encontros sendo uma pessoa trans?
A maior parte da rejeição é comum. Alguma tem a ver com seres trans. Nenhuma é um veredicto sobre o teu valor.
Toda a gente que tem encontros é rejeitada, e com frequência. Quando és trans, há uma pergunta extra por cima da ferroada: foi por ser trans? Às vezes foi, muitas vezes não foi, e aprender a distinguir poupa muita energia.
A rejeição comum
A maioria das pessoas que deixam de responder, cancelam ou dizem que não está a fazer o que toda a gente faz nas apps de encontros: perder o interesse, conhecer outra pessoa, ou nunca ter investido muito. Parece pessoal e normalmente não é. Se a mesma rejeição pudesse ter acontecido a uma pessoa cis na tua situação, trata-a como essa pessoa a trataria.
A rejeição por seres trans
Há pessoas que perdem o interesse no momento em que sabem que és trans. Isso magoa, e também é informação: diz-te cedo que não conseguiriam estar contigo tal como és. Mais vale sabê-lo numa mensagem do que ao terceiro encontro.
Se a rejeição se transformar em insultos ou em comentários transfóbicos, não deves resposta nenhuma a essa pessoa. Bloqueia, denuncia se a app o permitir, e segue em frente.
Não é um veredicto
A rejeição diz alguma coisa sobre a compatibilidade e sobre os limites da outra pessoa. Não mede quanto amor mereces, nem quão real és. Se deres por ti a colecionar rejeições como provas contra ti, afasta-te durante algum tempo.
Proteger a tua energia
Faz pausas das apps quando deixarem de ter graça. Passa tempo onde não tens de te justificar: com amigos trans, e em comunidades onde a compreensão é o ponto de partida. Muitas pessoas descobrem que a rejeição cai a pique quando quem as contacta já está do seu lado, e é em parte por isso que os espaços t4t existem.
Quando começa a pesar
Se a rejeição está a afetar o teu sono, o teu humor ou a forma como te vês, fala com alguém: uma pessoa amiga, um grupo de apoio, ou um terapeuta que trabalhe com pessoas trans.